Comentário crítico geral sobre o Esporte Interativo

O Esporte Interativo surgiu em 2007 e hoje, conta com um alcance de mais de 5 milhões de inscritos no canal do YouTube. O EI dedica a maior parte da sua programação ao infotenimento, assim, a prioridade é dada às interações e ao formato informal, que agrega informação, mas traz principalmente opiniões de maneira descontraída, orientação que surgiu a partir de 2011, no investimento em redes sociais. Além do infotenimento deixar a desejar na transmissão dos dados técnicos, o time de profissionais prioriza o engajamento nas redes sociais. 

Dessa maneira, o YouTube é sua principal plataforma de divulgação de conteúdos antes pertencentes ao canal Esporte Interativo e, além de contribuir para a criação de novos quadros e formatos de “programas”, ainda consegue atrair variados tipos de públicos, uma vez que a internet é mais ampla e democrática. Mas não é só no YouTube que o EI impulsiona seus assuntos de interesse, o canal soube fazer uso de várias redes sociais e continuar com a marca Esporte Interativo viva em outras redes.

Em 2013, o canal havia sido uma das dez emissoras escolhidas pelo Facebook, a fim de testar seu novo recurso de interação com a TV. O objetivo era fornecer para empresa a repercussão do conteúdo em exibição na rede social. No entanto, com a mudança para o meio digital, o Esporte Interativo só aumentou sua popularidade nesta ferramenta transformando-a em uma “sala de conversa”, onde engajou milhares de pessoas para trocar opiniões. Hoje, podemos dizer que ela chegou a um patamar difícil de ser alcançado e um exemplo a ser seguido, principalmente por sua forma bem-humorada e sua linguagem descontraída.  

Quanto a sua atuação, é perceptível que o Esporte Interativo tem a maior parte da sua programação voltada para o futebol, tanto para os campeonatos brasileiros quanto para grandes competições internacionais, como é o exemplo da UEFA Champions League que tem todos os jogos transmitidos. Porém, apesar de seu foco ser o futebol, o EI ainda traz alguns conteúdos sobre basquete e futebol americano, sendo estes menos valorizados pelos demais veículos esportivos.

Vale salientar, que o fim do esporte interativo na TV após 11 anos causou incertezas para muitos profissionais da área. Ao todo houve cerca de 200 demissões; no entanto, permaneceram alguns profissionais experientes para a “reconstrução do canal”. Entre eles estão: os comentaristas Mauro Beting e Alê Oliveira; o narrador André Henning (principal nome do canal); a repórter Monique Danello e a apresentadora Taynah Espinoza; os correspondentes internacionais Isabela Pagliari, Fred Caldeira e Marcelo Bechler.

Deixe um comentário