Por Carla Tasca
Gabriela Andersen-Schiess. Talvez você possa não conhecer esse nome ou quem lhe pertence, mas possivelmente, soube do fato ocorrido nos jogos olímpicos de 1984. A suíça era uma das 50 primeiras mulheres a participar da mais árdua prova de atletismo da época.
Muito se sabe sobre a importância de uma olimpíada e a honra de conquistar uma medalha depois de tanto esforço contínuo na preparação física e psicológica. Mas naquela olimpíada, momento único na vida de Gabriela, o estádio parou, suspirou junto, gritou e apoiou. Após bastante tempo, as mulheres conquistaram o direito de participar de uma prova de longa distância, e este 1984 em Los Angeles, ficou marcado por uma derrota surpreendente.
Em certo momento do circuito, os então presentes torcedores do Coliseu, avistaram um vulto de uma mulher saindo do túnel que dava acesso à pista de atletismo. Aparentemente desengonçada, exausta e desidratada, mal tinha forças para caminhar, Andersen logo ganhou o foco da prova, não era mais importante quem estava chegando por primeiro, e sim, por último.
Aos poucos a atmosfera do estádio se torna um só som, o barulho das palmas e gritos de apoio são extremamente ensurdecedores. Após tanto apoio, ao cruzar a linha de chegada depois de aproximadamente 42 mil metros a conquista de Gabriela ao finalizar a prova, é um exemplo de superação e dedicação, é evidente que o prestígio da então mulher que agora possui setenta e cinco anos de idade, será sempre lembrado como a derrota mais vitoriosa da história das olimpíadas.
